Bad Company nasceu em Londres em 1973 como um ajuste de contas entre exilados de Free, Mott the Hoople e King Crimson. Paul Rodgers cantava como quem acendia um bar inteiro com um fósforo molhado, enquanto Mick Ralphs e Simon Kirke davam ao hard rock uma economia de faca.
O começo foi fulminante, com hinos que viraram mobília do rádio clássico. Depois vieram desgaste, troca de vocalista e retornos, mas a marca ficou: blues inglês transformado em músculo americano.
Por que ouvir Bad Company?
”Um rock de poucos gestos, muita sombra e refrões que parecem ter nascido no fundo de um copo.
Faixas essenciais
Feel like Makin' Love - 2015 Remaster
Straight Shooter
Bad Company - 2015 Remaster
Bad Company
Shooting Star - 2015 Remaster
Straight Shooter
Can't Get Enough - 2015 Remaster
Bad Company
Rock 'n' Roll Fantasy - 2009 Remaster
Desolation Angels
Fases da carreira
1974–
1976
O blues entra pela porta dos fundos e toma a casa
A formação clássica encontra sua fórmula: riffs secos, voz de pregador cansado e canções que fazem o arena rock parecer conversa de bar.
1977–
1982
Cinzas, brilho e a estrada cobrando aluguel
A banda ainda acerta golpes, mas a chama muda de cor. O blues pesa menos, o polimento cresce e a fadiga começa a aparecer entre os refrões.
1986–
1992
Sem Rodgers, o fantasma veste jaqueta nova
Com Brian Howe, o grupo troca a aspereza por produção de rádio, bateria ampla e melodrama hard rock. Era outra banda usando o mesmo letreiro.
1995–
1996
O nome sobrevive ao próprio incêndio
A fase final de estúdio soa como inventário: ecos do passado, tentativas de presente e a consciência de que certas marcas vivem melhor como assombração.
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