Cazuza fez da carreira solo uma corrida contra o tempo, a moral e o próprio corpo. Saído do Barão Vermelho, levou o rock brasileiro para perto da crônica urbana, da MPB amarga e da confissão sem pudor.
Em poucos anos, escreveu como quem sabia que a festa acabaria cedo: desejo, país, doença e cinismo entrando pela mesma porta. Sua voz ainda parece brindar no velório.
Por que ouvir Cazuza?
”Suas canções mostram o Brasil nu, bêbado, brilhante e sem álibi.
Fases da carreira
1985–
1987
O excesso como certidão de nascimento
A saída do Barão vira afirmação pessoal: romantismo canalha, rock de cidade grande e uma fome de vida que não pede desculpas.
1988–
1989
Brasil no espelho quebrado
A doença, a política e o sarcasmo entram no centro da obra; Cazuza canta como poeta público e sobrevivente privado.
1991–
1991
A despedida ainda acesa
Lançado após sua morte, o repertório final preserva a chama íntima de um compositor que transformou urgência em permanência.
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