Humble Pie juntou Steve Marriott e Peter Frampton para fazer o blues-rock soar como suor derramado sobre amplificadores. No começo havia psicodelia, folk elétrico e ambição; depois, com Marriott no comando e Frampton fora, veio o boogie duro, carnal, quase de ringue.
A banda nunca foi delicada por muito tempo. Seu melhor momento parece sempre prestes a sair do trilho, e é exatamente aí que a chama aparece.
Por que ouvir Humble Pie?
”Poucas bandas fizeram o blues-rock parecer tão faminto, tão físico, tão perto do incêndio.
Fases da carreira
1969–
1970
A promessa com botas de barro
Entre folk, psicodelia e blues inglês, a banda procura uma identidade grande demais para caber no estúdio.
1971–
1973
O boogie toma o volante
Frampton parte, Marriott avança, e o grupo encontra seu rugido: riffs grossos, soul rasgado e hard rock de palco suado.
1974–
1975
Excesso, eco e sobrevivência
A máquina tenta manter o calor com formações instáveis e discos que carregam brilho, cansaço e vontade de continuar berrando.
1980–
2002
Retornos sem inocência
Reaparições esparsas preservam o nome como fantasma elétrico, ora robusto, ora irregular, sempre preso ao fogo antigo.


