Paul Weller é uma linha torta atravessando a música britânica: mod, punk, soul, folk, psicodelia, sempre com a dignidade feroz de quem desconfia da própria estátua.
Depois do The Jam e do Style Council, sua carreira solo virou laboratório de tradição e impaciência. Weller envelhece recusando o conforto: cada fase tenta salvar o passado do museu.
Por que ouvir Paul Weller?
”A canção britânica em estado de vigília, elegante demais para se render e inquieta demais para virar bronze.
Faixas essenciais
Wild Wood
Wild Wood
The Changingman
Stanley Road
You Do Something To Me
Stanley Road
Broken Stones
Stanley Road
Sunflower
Wild Wood
Fases da carreira
1992–
1995
O mod caminha para a mata
Weller reconstrói a carreira solo com alma, folk e rock clássico. Wild Wood e Stanley Road transformam crise pós-Style Council em renascimento.
1997–
2005
O artesão contra o fim do século
A fase consolida o Weller adulto: soul branco, guitarras orgânicas, covers e disciplina de compositor que prefere madeira, suor e controle.
2008–
2012
A idade vira laboratório
22 Dreams abre uma explosão tardia: colagem, psicodelia, krautrock e urgência. Weller deixa de preservar legado e passa a sabotá-lo produtivamente.
2015–
Crepúsculo em movimento
A fase recente alterna soul, introspecção, eletrônica discreta e balanço histórico. O veterano escreve como quem ainda disputa o presente faixa a faixa.
