Os Scorpions saíram de Hanôver como quem atravessa uma fronteira invisível: primeiro psicodelia pesada, depois aço melódico, enfim hinos de arena capazes de fazer o Muro de Berlim parecer cenário de videoclipe e ferida aberta ao mesmo tempo.
De Uli Jon Roth a Matthias Jabs, de Blackout a Crazy World, a banda transformou sotaque, riffs e baladas em passaporte mundial para o hard rock europeu.
Por que ouvir Scorpions?
”O som de uma Alemanha elétrica descobrindo que um riff também podia derrubar muros.
Faixas essenciais
Fases da carreira
1972–
1974
A sombra do corvo sobre Hanôver
O começo ainda tateia entre krautrock, blues ácido e peso germânico, com Michael Schenker partindo cedo e a banda procurando a própria língua.
1975–
1977
Uli Roth acende o metal como incenso
A guitarra vira rito pagão, febril e lírica; Klaus Meine encontra drama, perigo e uma teatralidade que prepararia o salto para além da Alemanha.
1979–
1984
O ferrão aprende a falar americano
Com Matthias Jabs, os Scorpions trocam a bruma setentista por precisão radioativa: riffs limpos, refrões gigantes e baladas com punho fechado.
1988–
1993
Neon, vento e queda de impérios
A máquina de arena chega ao ápice comercial, entre verniz glam, Guerra Fria derretendo e a tentativa de permanecer pesada quando o mundo mudava de pele.
1996–
2007
Depois da tempestade, o espelho rachado
A banda testa baladas adultas, pop, orquestrações e metal conceitual, nem sempre certeira, mas insistindo em sobreviver ao próprio monumento.
2010–
2022
O adeus que recusou morrer
Entre despedidas adiadas e reafirmações, os Scorpions retornam ao músculo clássico, como veteranos que ainda sabem onde a eletricidade morde.
Álbuns ao vivo
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Projetos derivados






















