Teatro negro em forma de blues
Mule Bone nasce do encontro entre Taj Mahal e uma peça associada a Zora Neale Hurston e Langston Hughes. O álbum carrega teatro, blues, humor rural e memória afro-americana num formato que foge do disco comum de carreira.
Me and the Mule e Crossing (Lonely Day) parecem cenas cantadas, cheias de voz coletiva e poeira literária. Taj Mahal não ilustra a peça. Ele dá corpo musical a uma língua popular que já tinha ritmo próprio. A música parece conhecer o palco por dentro: entrada, pausa, risada, ferida e resposta.
Por que ouvir esse álbum?
”Pelo encontro vivo entre canção, palco e tradição afro-americana escrita.
Destaques
- 1Crossing (Lonely Day)
- 2Me and the Mule
- 3Jubilee
Fatos interessantes
- ●Mule Bone se relaciona à peça criada por Zora Neale Hurston e Langston Hughes.
- ●A obra original teve uma história conturbada e demorou décadas para chegar plenamente ao palco.
- ●Taj Mahal compôs e interpretou música conectada ao universo teatral da peça.
- ●O álbum foi lançado pela Gramavision, selo que abrigou trabalhos fora do mainstream.
- ●Me and the Mule reforça o elo entre humor rural e crítica social.
- ●Crossing (Lonely Day) destaca a dimensão dramática do projeto.
- ●O disco é menos uma coleção de faixas pop e mais um conjunto ligado a personagens e cenas.
- ●Calvin Fuzzy Samuel aparece no baixo, músico com trajetória ligada ao rock e ao blues.
- ●A presença de teclados e percussões amplia o clima de palco.
- ●É uma das entradas mais literárias e raras da discografia de Taj Mahal.
Produção
0Gravadora
Gramavision
Formação
Taj Mahalteclados, baixo, guitarra, harmônica, banjo
Abdul Waliguitarra
Calvin "Fuzzy" Samuelbaixo
Kim Jordanteclados, sintetizador, percussão
Marc Singerbateria, percussão
Mike Senabateria, percussão
Mudanças na formação
Sem mudanças significativas







