Gravadora: Phonogram/Philips
11º álbum de estúdio
A ferida atrás da porta
Elis, de 1973, é um disco de sombra. Atrás da Porta, de Chico Buarque e Francis Hime, vira cena de devastação íntima, sem enfeite, sem proteção. Ladeira da Preguiça traz Caetano de volta ao repertório em clima sinuoso.
Oriente abre outra paisagem, de deslocamento e estranheza. Roberto Menescal produz com sobriedade. Elis reduz o gesto e aumenta o estrago. Cada frase parece saber demais.
Por que ouvir esse álbum?
”Para escutar uma intérprete transformar dor privada em teatro seco.
Destaques
- 1Atrás da Porta
- 2Ladeira da Preguiça
- 3Oriente
Fatos interessantes
- ●Atrás da Porta se tornou uma das interpretações mais devastadoras da carreira de Elis.
- ●A canção reúne Chico Buarque e Francis Hime, dupla central da MPB dos anos 1970.
- ●Ladeira da Preguiça aproxima o álbum do repertório baiano de Caetano Veloso.
- ●Oriente, de Gilberto Gil, acrescenta uma atmosfera de exílio e deslocamento.
- ●O disco saiu em plena fase de censura forte e vida cultural vigiada no Brasil.
- ●Roberto Menescal mantém a produção contida, sem sufocar a carga dramática da voz.
- ●A interpretação de Atrás da Porta tornou-se referência para cantoras brasileiras posteriores.
- ●O álbum aprofunda a virada de Elis para uma leitura menos gestual e mais psicológica.
- ●A crítica retrospectiva costuma tratá-lo como obra de maturidade, mesmo sem a fama de Elis & Tom.
- ●O repertório confirma Elis como ponto de encontro entre a geração de festivais e a canção urbana dos anos 1970.
Produção
0Gravadora
Phonogram/Philips
Formação
Elis Reginavoz
Mudanças na formação
Sem mudança confirmada na formação principal







