Gravadora: CBD-Philips
7º álbum de estúdio
Brasil em combustão
Elis, Como e Porque aparece em 1969, ano de ressaca dura após o AI 5. A cantora canta um Brasil partido entre exaltação, ironia, memória e síncope. Aquarela do Brasil surge colada a Nega do Cabelo Duro como choque de símbolos.
Casa Forte e Corrida de Jangada acendem outra cor: percussiva, nordestina, solar, inquieta. É um disco menos lembrado que os clássicos, mas carrega o som de um país sob pressão.
Por que ouvir esse álbum?
”Para ouvir Elis atravessar o imaginário nacional sem suavizar suas rachaduras.
Destaques
- 1Aquarela do Brasil / Nega do Cabelo Duro
- 2Casa Forte
- 3Corrida de Jangada
Fatos interessantes
- ●O álbum foi lançado no ano seguinte ao AI 5, marco de endurecimento da ditadura militar.
- ●A junção de Aquarela do Brasil e Nega do Cabelo Duro cria contraste entre ufanismo e cultura popular.
- ●Casa Forte aproxima Elis do repertório sofisticado de Edu Lobo.
- ●Corrida de Jangada reforça o interesse da cantora por imagens nordestinas e ritmos brasileiros.
- ●Armando Pittigliani seguia como produtor de confiança na fase Philips.
- ●O disco veio após o auge televisivo de O Fino da Bossa e antes da guinada setentista.
- ●A recepção posterior costuma enxergá-lo como elo entre a Elis festival e a Elis mais adulta.
- ●O repertório dialoga com a disputa cultural sobre identidade brasileira no fim dos anos 1960.
- ●A capa e o título reforçam uma tentativa de explicar a persona pública da cantora.
- ●O álbum evidencia Elis buscando outra gravidade depois da febre dos festivais.
Produção
0Gravadora
CBD-Philips
Formação
Elis Reginavoz
Mudanças na formação
Sem mudança confirmada na formação principal







