Retorno sem reverência
Taj aparece em 1987 como reaparição de um artista que passou anos longe do centro da indústria. O disco não tenta restaurar 1968. Ele junta percussões, steel drums, sintetizadores discretos e blues numa linguagem adulta, ensolarada e móvel. Everybody Is Somebody afirma uma ética comunitária.
Kauai Kalypso e Local Local Girl apontam para o Havaí e o Caribe. A presença de Jesse Ed Davis dá ao álbum uma ponte emocional com o começo. O resultado tem a dignidade de um retorno feito por necessidade artística, não por saudade fabricada.
Por que ouvir esse álbum?
”Para ouvir Taj Mahal reconstruindo sua paisagem nos anos 80 sem fantasia de juventude.
Destaques
- 1Everybody Is Somebody
- 2Kauai Kalypso
- 3Local Local Girl
Fatos interessantes
- ●Foi lançado pela Gramavision após um intervalo significativo em sua discografia de estúdio.
- ●Jesse Ed Davis participa, retomando uma parceria fundamental dos primeiros discos.
- ●Babatunde Olatunji acrescenta percussões africanas ao álbum.
- ●Robert Greenidge leva steel drums, reforçando a paleta caribenha.
- ●Everybody Is Somebody tem caráter de afirmação humanista e comunitária.
- ●Kauai Kalypso aponta para a relação crescente de Taj Mahal com o Havaí.
- ●O disco mistura instrumentos tradicionais e timbres dos anos 80 sem abandonar a voz central.
- ●A presença de Inshirah Mahal dá um traço familiar ao ambiente percussivo.
- ●A obra é menos conhecida que seus clássicos, mas importante para entender sua retomada.
- ●Mostra um artista usando a década de 80 para ampliar rotas, não para perseguir tendências.
Produção
0Gravadora
Gramavision
Formação
Taj Mahalguitarras acústica e elétrica, baixo, percussão, teclados, harmônica, vocais
Jeanette Acostasintetizador
Wayne Hendersonteclados
Ray Fitzpatrickbaixo, percussão
Inshirah Mahalcongas, percussão
Larry McDonaldcongas, percussão
Babatunde Olatunjidjembe, congas, shekere, percussão
Robert Greenidgesteel drums, percussão
Jesse Ed Davisguitarra solo
Mudanças na formação
Sem mudanças significativas






