Gravadora: Philips
6º álbum de estúdio
A televisão pega fogo
Elis, de 1966, nasce no rastro do furacão. A cantora já não é novidade. É presença semanal, corpo elétrico, voz de corte limpo. Upa Neguinho, Roda e Canto de Ossanha colocam a MPB em regime de urgência, com samba, teatro e política respirando no mesmo quarto.
Pittigliani dá acabamento à cena. Elis canta como quem disputa cada sílaba. O disco confirma que o fenômeno tinha repertório e nervo.
Por que ouvir esse álbum?
”Para entender como a MPB dos anos 1960 ganhou rosto, gesto e voltagem.
Destaques
- 1Upa Neguinho
- 2Roda
- 3Canto de Ossanha
Fatos interessantes
- ●Upa Neguinho, de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, veio do universo teatral de Arena Conta Zumbi.
- ●Canto de Ossanha aproxima Elis do afro-samba de Baden Powell e Vinicius de Moraes.
- ●O álbum acompanha a popularidade de O Fino da Bossa, programa que ela comandou com Jair Rodrigues.
- ●Roda reforça o diálogo da cantora com a canção de protesto em plena década de tensão política.
- ●Armando Pittigliani manteve a ligação entre sofisticação de estúdio e apelo popular.
- ●Elis consolidou nesse período uma performance física que dividia opiniões e gerava imitação.
- ●O disco confirma a passagem da bossa nova de apartamento para uma MPB de palco e televisão.
- ●A crítica retrospectiva valoriza o repertório por reunir compositores centrais da nova geração.
- ●A fase ajudou a transformar Elis em uma das artistas mais vendáveis da Philips.
- ●O álbum guarda a tensão entre espetáculo popular e ambição estética.
Produção
0Gravadora
Philips
Formação
Elis Reginavoz
Mudanças na formação
Sem mudança confirmada na formação principal







