A fuga que virou assinatura
Northern Star abriu a carreira solo de Melanie C com a pressa de quem precisava escapar de um rótulo sem negar sua origem. O disco salta entre pop, rock, eletrônica e baladas de estádio, às vezes irregular, quase sempre vivo.
Goin' Down rasga a porta. Never Be the Same Again encontra brilho com Lisa Lopes. I Turn to You entrega a pista de dança como redenção. O resultado é ambicioso, inquieto e decisivo: a ex-Spice que não queria caber na caricatura.
Por que ouvir esse álbum?
”Pelo som de uma estrela pop tentando se libertar em público, sem perder o instinto de refrão.
Destaques
- 1Never Be the Same Again
- 2I Turn to You
- 3Northern Star
- 4Goin' Down
- 5If That Were Me
Singles
- ●Goin' Down
- ●Northern Star
- ●Never Be the Same Again
- ●I Turn to You
- ●If That Were Me
Fatos interessantes
- ●O álbum reuniu produtores de perfis muito distintos, de Rick Rubin a William Orbit, o que explica sua colisão entre guitarras, programação e balada pop.
- ●Never Be the Same Again ganhou outro peso com Lisa “Left Eye” Lopes, aproximando Melanie C do R&B de rádio sem apagar sua identidade britânica.
- ●I Turn to You virou um de seus maiores hinos de pista, especialmente depois de ganhar força em versões remixadas nas paradas europeias.
- ●Goin' Down funcionou como gesto de ruptura: guitarras sujas, vocal agressivo e uma recusa frontal ao verniz das Spice Girls.
- ●A faixa-título foi lida como comentário sobre a máquina pop, suas promessas e seus danos, tema raro em estreias de ex-integrantes de girl groups.
- ●O disco ajudou a consolidar Melanie C como a Spice Girl com carreira solo mais musicalmente elástica.
- ●A recepção crítica destacou a variedade como virtude e risco, vendo no álbum tanto coragem quanto excesso de direções.
- ●O repertório sustentou turnês com banda, reforçando uma imagem de artista de palco, não apenas de produto de estúdio.
- ●O sucesso comercial no Reino Unido e na Europa deu ao projeto solo uma longevidade que poucos esperavam depois do fenômeno Spice.
- ●A mistura de pop adulto, trip-hop leve, rock alternativo e dance capturou bem o fim dos anos 1990, quando o mainstream buscava credibilidade.
Produção
Craig Armstrong, Marius de Vries, Rhett Lawrence, Damian LeGassick, Patrick McCarthy, Rick Nowels, William Orbit, Rick Rubin
Estúdios
O'Henry Sound Studios, CaVa Studios, AIR Studios, Angel Recording Studios, Olympic Studios, Cello Studios, Fredonia International, Guerrilla Beach, Sound Gallery, The Studio, The Village Recorder, Royaltone Studios, Track Record
Gravadora
Virgin Records
Formação
Mudanças na formação
Primeira formação










