O Caribe entra pela porta
Mo' Roots leva Taj Mahal para o Caribe sem cartão-postal. Reggae, cajun e blues se cruzam em San Francisco, com músicos ligados à Jamaica e à diáspora africana. Johnny Too Bad e Slave Driver revelam um artista ouvindo o Atlântico inteiro, não apenas o Delta.
O groove é solar, mas a matéria é histórica. Guitarras, órgão e percussão funcionam como mapa de rotas negras entre plantação, porto e rádio. Poucos artistas americanos daquele período ouviam a Jamaica com essa naturalidade crítica.
Por que ouvir esse álbum?
”Para entender como Taj Mahal expandiu o blues até o reggae sem perder autoridade.
Destaques
- 1Johnny Too Bad
- 2Slave Driver
- 3Clara (St. Kitts Woman)
Fatos interessantes
- ●Foi gravado nos CBS Studios, em San Francisco, cidade central para a mistura musical da época.
- ●Johnny Too Bad vem do repertório jamaicano associado ao filme The Harder They Come.
- ●Slave Driver aproxima Taj Mahal do universo de Bob Marley e da crítica ao legado escravista.
- ●Aston Family Man Barrett, nome ligado aos Wailers, aparece creditado ao piano ska.
- ●Kwasi Rocki Dzidzornu acrescenta percussão africana e caribenha ao conjunto.
- ●Carole Fredericks e Claudia Lennear reforçam os vocais de apoio com presença soul.
- ●O disco mostra Taj Mahal tratando reggae como parente do blues, não como moda exótica.
- ●A fusão antecipava um interesse amplo por world music antes do termo dominar o mercado.
- ●O álbum consolidou sua reputação de artista interessado em rotas culturais negras globais.
- ●Clara, St. Kitts Woman explicita o olhar para ilhas e personagens fora do eixo americano.
Gravadora
Columbia Records
Formação
Taj Mahalvocais, guitarra acústica
Hoshal Wrightguitarra
Bill Richbaixo
Merl Saundersórgão
Aston "Family Man" Barrettpiano ska
Kwasi "Rocki" Dzidzornupercussão, congas
Kester Smithbateria
Rudy Costasaxofone soprano, flauta
Carole Fredericks, Claudia Lennear, Tommy Hendersonvocais de apoio
Mudanças na formação
Sem mudanças significativas






